És Bom?
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Como Podem os Meus Pecados Ser Perdoados?

Porque é que 'vou ser melhor' não chega — e o que chega.

Porque é que ser bom agora não resolve

Quando o peso dos pecados finalmente aperta, quase toda a gente se agarra ao mesmo plano: 'A partir de agora, vou ser melhor.' Parece nobre. Mas não muda nada do que ficou para trás.

Imagina um ladrão que diz ao juiz: 'Já não roubo há seis meses.' O juiz responderia: 'Ainda bem — é isso que a lei sempre exigiu de ti. E o que roubaste antes?' Cumprir a lei a partir de hoje não abate um cêntimo à dívida de ontem, porque a obediência nunca foi um extra. Sempre foi devida.

E há um problema ainda mais fundo. A Bíblia diz que até as nossas justiças — os nossos melhores dias, não os piores — são como trapo imundo diante de um Deus santo, porque saem de um coração já manchado. Boas obras não limpam um cadastro culpado. Se os teus pecados hão-de ser perdoados, a resposta tem de vir de fora de ti.

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Um ladrão promete ao juiz que nunca mais vai roubar. O que é que isso faz ao que ele já roubou?

Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; e todos nós caímos como a folha, e as nossas culpas, como um vento, nos arrebatam.

Isaías 64:6 (ARC)

A multa tem de ser paga

Então porque é que Deus não passa simplesmente uma borracha por cima? Porque perdão que ignora a justiça não é bondade — é corrupção. Se um juiz arquivasse crimes provados com um encolher de ombros, ninguém lhe chamaria misericordioso. O pecado tem uma pena real, e a Bíblia di-la sem rodeios: o salário do pecado é a morte.

Agora imagina o tribunal. És culpado. A multa é astronómica — mais do que ganharias em dez vidas. Não tens nada. E então alguém se adianta e diz: 'Eu pago. Tudo.' Com a multa paga, o juiz pode deixar-te ir — legalmente, justamente, com a lei plenamente satisfeita.

É esta a única forma que o perdão pode ter para ti. A tua multa não encolhe com o tempo, com lágrimas ou com bom comportamento. Ou a pagas tu — e o pagamento é a morte — ou alguém a paga no teu lugar.

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Porque é que Deus não pode simplesmente fechar os olhos aos teus pecados?

Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor.

Romanos 6:23 (ARC)

O que aconteceu na cruz

Alguém se adiantou mesmo. Numa cruz fora de Jerusalém, Jesus Cristo padeceu uma vez pelos pecados — 'o justo pelos injustos.' Não estava a pagar a multa d'Ele; nunca pecou. Estava a pagar a tua.

Se já leste porque é que a cruz tinha de acontecer, sabes que não foi uma tragédia que fugiu ao controlo. Foi um pagamento, planeado e com preço marcado. A justiça de Deus exigia a morte pelo pecado, e o Filho de Deus pôs-se no teu lugar no banco dos réus e recebeu Ele mesmo a sentença — para te levar a Deus.

Isso significa que o pagamento pelos teus pecados não é uma hipótese. Existe, está completo, e nada se lhe pode acrescentar. A pergunta que fica já não é 'como poderia eu pagar?' — nunca poderias. É: 'como recebo o que Ele pagou?'

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Em que sentido morreu Jesus 'o justo pelos injustos'?

Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito.

1 Pedro 3:18 (ARC)

Arrependimento e fé

Então como se recebe? Repara primeiro no que a Bíblia não diz. Não diz 'realiza este ritual.' Não diz 'repete estas palavras exactas.' Não diz 'vai à igreja e espera que some pontos.' Nenhuma cerimónia, fórmula ou cartão de membro lava um único pecado — se lavasse, o perdão seria uma máquina que tu operas, e Deus ficaria a dever-te o resultado. Deus não te deve nada. O perdão é um dom, e os dons recebem-se; não se accionam.

O que Deus ordena é arrependimento e fé — dois lados da mesma viragem. Arrependimento: deixas de desculpar o teu pecado, concordas com Deus que está errado e afastas-te dele. Fé: confias na pessoa de Jesus Cristo — não em ideias sobre Ele — como quem salta de um avião confia no pára-quedas. Não basta acreditar que funciona; é preciso vesti-lo.

Nenhum dos dois ganha o que quer que seja. Um homem a afogar-se não merece o salvamento por agarrar a mão do nadador-salvador — simplesmente deixa de confiar na própria braçada. Arrepende-te e confia no Salvador, 'para que sejam apagados os vossos pecados.'

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O que é que pode lavar os teus pecados?

Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos do refrigério pela presença do Senhor.

Actos 3:19 (ARC)

E agora?

Começa por ser honesto com Deus — hoje, com as tuas próprias palavras. A confissão não é um número ensaiado nem precisa de linguagem bonita. É concordar com Deus acerca do teu pecado: chamá-lo pelo nome, sem desculpas, como falarias com um médico que quisesses mesmo que te curasse.

Repara em como a promessa está escrita: 'Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar.' Se. A promessa é real, e é condicional — pertence a quem confessa, se afasta do pecado e confia, não a quem apenas lê sobre o assunto. Ler sobre o perdão perdoa-te tanto como ler sobre pão te alimenta.

Se não tens a certeza de que isto é mesmo sobre ti, não adivinhes. Faz o teste neste site e deixa a Lei de Deus mostrar-te onde estás. Depois abre uma Bíblia — o Evangelho de João é um bom sítio para começar — e vai a Deus tal como estás. Nunca ninguém que veio assim foi mandado embora.

Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça.

1 João 1:9 (ARC)